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Repensando o Natal - Triunfo das Pequenas Coisas

REPENSANDO O NATAL: TRIUNFO DAS PEQUENAS COISAS

 

E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar o meu povo, Israel.

Mateus 2.6

 

Eu sei que o natal já passou, mas quero relembrar algumas verdades sobre ele que serão muito úteis a quem conseguir colocar em prática em 2012.

Particularmente, amo o natal! Gosto de tudo o que natal significa e oferece! Já disse que não sou daqueles que não comemoram o natal. Respeito os que não comemoram, mas eu gosto demais, e aprendo coisas fantásticas nesta época.

Uma delas voltou a ficar clara pra mim neste natal de 2011: No nascimento do Senhor, Deus escolheu as pequenas coisas para triunfar sobre as grandes! Veja só:

1.    Jesus nasceu na pequenina Belém. Havia dezenas de cidades grandes e melhores naquela época e local. Mas o Senhor escolheu uma menor entre menores. Uma cidade que só é famosa hoje, porque lá nasceu Jesus;

2.    Jesus nasceu de uma família inexpressiva e pequena. Apesar da famosa linhagem, José e Maria eram simples artesãos. Havia famílias mais nobres e ramos mais ricos para receberem o Rei dos reis. Mas o Senhor escolheu um casal pequeno e simples, e uma mãe saindo da adolescência para educarem seu Filho;

3.    Jesus foi depositado em uma simples manjedoura. Quer lugar menos digno e mais humilde? Existiam berços de ouro naquela época. Mas nenhum deles foi escolhido para receber os primeiros sonos do Mestre. Uma manjedoura simples, mas bem quentinha;

4.    Jesus também foi saudado por simples e indesejados pastores. Os pastores eram uma classe social que até os judeus desprezavam. Eram os humildes dos humildes. Mas Deus fez questão de mandar um coro de anjos cantarem para eles, convidando-os para saudarem o Senhor. Já pensou se o Senhor mandasse os mendigos de rua saudarem o seu filho no hospital, quando ele nascesse? Você deixaria?

Estas “coincidências” nos ensinam algo tremendo: A vida do Filho de Deus haveria de ser humilde! Como de fato o foi! Conseqüentemente, a humildade deveria ser uma marca registrada do cristianismo! Foi de Jesus! Foi dos primeiros apóstolos! Foi dos primeiros cristãos! E aí...

A humildade se perdeu...

·         Perdeu-se no glamour da institucionalização romana. Nas catedrais cheias de vitrais e tetos altíssimos. Nas roupas lindas e distintivas dos clérigos. Nas cerimônias pomposas e chiques;

·         Perdeu-se nas doutrinas megalomaníacas dos evangélicos da prosperidade. Perdeu-se na loucura não bíblica de que Deus quer que tenhamos todas as coisas do bom e do melhor. Na idéia mal interpretada de que ser filho do rei é ter posses;

·         Perdeu-se no comércio lotado dos shoppings, que transformou o natal em comércio e presentes caros. Na correria desenfreada para comprar, ter e dar. Na maluquice para cada vez ter mais do que preciso;

·         Perdeu-se até mesmo nas ceias cheias de comida que acabam se perdendo e sendo jogadas fora...

O natal que eu amo é o natal da humildade! Da simplicidade! Do amor! O natal que pode ser expresso com um simples abraço, sem termos a obrigação de dar nada! O natal que reúne familiares que se amam, e que prometem ser humildes de novo, caso tenham se tornado orgulhosos!

O natal que se lembra de Jesus Cristo, o maior de todos os reis, que nasceu nas mais humildes condições, só por nossa causa!

O Natal já passou, mas anda dá tempo de convidar Jesus para seu ano, para seu coração, para sua família, para sua igreja, para sua empresa, para sua cidade! Mas não convide o Jesus do comércio e nem mesmo o Jesus das igrejas.

Convide o Jesus da Bíblia! O Jesus da humildade! O Jesus das pequenas coisas!

Quem sabe, a partir deste ano possamos rever o triunfo das pequenas coisas...

No amor do Senhor Jesus,

 

Pr. Samuel Ferreira da Silva

 

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